sábado, 28 de agosto de 2010

Currículos: saiba o que colocar no campo atividades extras

Candidato deve ter cuidado com o que irá colocar, ressaltando apenas as atividades relevantes para a área em que irá atuar




Trabalhos voluntários, participação em centro acadêmico ou grêmio estudantil, intercâmbio, cursos extracurriculares. Na hora de preparar um currículo, todas as atividades citadas podem ajudar o candidato, sobretudo se ele tem pouca experiência no mercado de trabalho. Entretanto, qual o lugar mais adequado para colocá-las?



De acordo com a gerente da Foco Talento, Renata Schmidt, cursos extracurriculares, bem como a realização de trabalhos voluntários, por exemplo, devem ser destacados na área reservada às Atividades Extras, em um currículo.



Entretanto, explica ela, o candidato deve ter cuidado com o que irá colocar, ressaltando apenas as atividades que sejam relevantes para a área em que pretende atuar. “As pessoas devem ter discernimento e colocar apenas atividades que sejam relevantes para a vaga que está disputando. Além disso, não é bom colocar muita coisa, pois, no mundo corporativo, tempo é dinheiro e quanto mais objetivo, melhor”, diz.



A consultora de RH (Recursos Humanos) da Catho Online, Daniella Correa, concorda e completa: "É importante destacar que só é indicado inserir estas informações se elas forem, de fato, um diferencial competitivo".



Dispondo as informações



Na hora de dispor as informações, orienta Renata, o ideal é que as pessoas coloquem os cursos em ordem cronológica.



No caso de atividades complementares, como participação em empresa júnior, centro acadêmico, trabalho voluntário, entre outros, a especialista alerta que as pessoas só devem mencioná-las se puderem comprovar, por meio de certificados ou cartas.



Já Daniella diz que o mais indicado é que tais informações sejam colocadas de maneira objetiva e ao final do currículo, de preferência em tópicos, sendo que, se possível, vale a inserção de campos mais específicos, com nomenclaturas separadas, como "Vivência Internacional", "Formação Complementar" e "Trabalhos Voluntários".



Outras dicas



De modo geral, para que um currículo seja bem-sucedido, é preciso que ele seja claro, objetivo e não contenha erros de português. Abaixo, algumas dicas sobre os outros campos constantes em um currículo, elaboradas pela gerente de Treinamento do Nube, Carmen Alonso:

 Dados Pessoais - Coloque seus dados pessoais no início do currículo para facilitar sua identificação. Não é necessário colocar número de documentos ou referências pessoais, a não ser que a empresa solicite;

 Objetivo - Indique somente uma área de interesse. Se houver mais de uma, faça mais de um currículo com objetivos diferentes;

 Qualificações - Destaque no máximo quatro qualificações adquiridas em experiências de trabalho. Outras habilidades poderão ser mostradas durante o processo seletivo;

 Formação Acadêmica - Ordene sua atual ou última graduação para a primeira. Obedeça a ordem: curso, instituição de ensino, ano de conclusão ou ano de início e término. O nível técnico ou ensino médio devem ser colocados apenas quando forem relacionados à formação atual ou à área de interesse;

 Experiências Profissionais - Coloque o nome da empresa e o período em que trabalhou. Informações sobre a empresa mostram que você se preocupou em informar quem analisa o currículo;

 Idiomas - Especifique qual o nível de fluência. Experiências de intercâmbio são valorizadas, portanto, se houver, coloque-as.

Você está demitido!

Especialistas dão dicas para chefes e funcionários se saírem bem diante de um desligamento




Atrasos constantes, fraco desempenho, poucos resultados. Há vários motivos para um gestor decidir pelo desligamento do funcionário. Cada empresa possui um processo específico para lidar com a situação e, quando chega a hora, a demissão é difícil tanto para chefes quanto para empregados.




Em 25 anos de carreira, a executiva Amália Sina demitiu mais de 300 funcionários. “Mesmo se o trabalhador tiver sido desligado por justa causa, o chefe se lembra de que aquela pessoa está prestes a sofrer uma grande perda. É um momento de grande respeito pelo ser humano”, revela Amália. Ele revela ter ficado doente depois de demitir várias pessoas num mesmo dia.



Na hora de despedir, o gestor deve ter um diálogo honesto com quem está saindo. A consultora em Recursos Humanos Marlene Ortega explica que a demissão não pode ser surpresa para o funcionário. O chefe deve dar um feedback constante para seus colaboradores e ressaltar os pontos positivos e negativos de seu trabalho. No momento da demissão, então, é preciso ser breve para não causar ainda mais sofrimento para o trabalhador. “Liderar é conduzir para o melhor caminho. O gestor precisa sinalizar ao funcionário o desempenho de seu trabalho para que, diante de uma possível demissão, ele possa mostrar ao colaborador o que motivou o desligamento da empresa”, diz.



Mas o trabalhador também deve ficar esperto e analisar os sinais dados pelas falas e expressões do gestor. “Se o funcionário acha que o chefe está insatisfeito com o trabalho, é importante perguntar a ele se aquela interpretação está correta ou não”, sugere a psicóloga Marília Pereira, especialista em psicologia organizacional do trabalho.



Outra dica para os chefes é não conversar sobre a demissão na frente dos outros integrantes da equipe. Quando a empresa é pequena, depois da saída do profissional, aí sim é fundamental que eles deem satisfação para os demais funcionários sobre a decisão. “Como as relações ficam mais estreitas num ambiente de trabalho pequeno, o líder deve esperar o momento certo para conversar com toda a equipe”, diz.



Reação

Marlene Ortega conta que, quando a notícia da demissão é recebida, raramente o funcionário tende a reagir de forma agressiva contra o chefe. “É necessário entender que se trata de um momento carregado de emoções para quem está saindo. É papel do líder compreender uma possível reação negativa do funcionário”, explica a consultora.



Para o trabalhador, no dia da demissão, o melhor a fazer é se recolher. “Não adianta reclamar como um jogador de futebol que acaba de receber um cartão vermelho”, compara Marlene. Outra sugestão é, ainda, demonstrar gratidão pela oportunidade recebida. Além disso, “É importante não enxergar a negativa como um atestado de incompetência. “Muitas vezes você está sendo demitido por ser bom demais para a empresa”, observa Amália.



Na avaliação da executiva Amália, o trabalhador deve saber as condições que terá dentro da empresa logo no momento da admissão. Por exemplo, se receber uma proposta para sair de outra companhia, ele tem o direito de saber se tem um tempo mínimo de permanência garantido e como é o processo de desligamento do novo posto. “Quando é feita a contratação, tudo é lindo e maravilhoso. Mas o funcionário tem direito de saber suas garantias. Ele deve perguntar: ‘e se eu for demitido?’ O chefe que se assusta com essa pergunta não está preparado para o cargo”, avalia a executiva.



Depois do aviso

Ex-presidente de duas grandes empresas, Amália destaca que o gestor deve minimizar os danos para o funcionário por meio de medidas como assistência financeira ou carta de referência. “Hoje, muitos chefes descartam seus funcionários como se fossem cartuchos de impressoras. É preciso ter experiência para demitir. Eles precisam ter mais preparo para este momento do que na hora da contratação”, explica a gestora.



A psicóloga Marília Pereira explica que o apoio de familiares e amigos é fundamental diante de uma demissão. “O trabalho representa o status social da pessoa. Quanto mais rica for sua rede de relacionamentos, melhor será a recuperação de um trauma pós-demissão”, diz.





Dicas para os funcionários:





• Descubra seu valor dentro da empresa;

• Procure ter outra fonte de renda caso sinta que será demitido;

• No dia da demissão, o melhor a fazer é se recolher. Não adianta reclamar como um jogador de futebol que acaba de receber um cartão vermelho;

• Após a demissão, procure ajuda psicológica;

• Não enxergue a demissão como um atestado de incompetência. Muitas vezes você está sendo demitido por ser bom demais para a empresa.



Dicas para os chefes:



• Tenha um diálogo franco e honesto com quem está sendo demitido;

• O líder deve se preparar para o momento da demissão e deixar bem claro os pontos que motivaram o desligamento do funcionário;

• Não converse sobre a demissão na frente dos outros funcionários. Isso constrange as pessoas;

• Adote a mesma postura do momento da contratação;

• Em situações delicadas, como em caso de suspeita de fraude por parte do funcionário, o chefe pode solicitar a presença de alguém do departamento de Recursos Humanos da empresa.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Currículo na internet pode ter mais de um objetivo profissional

Especialista diz que currículo impresso e online têm diferenças e vários objetivos profissionais similares no documento online ajudam o currículo a ser encontrado






Montar um currículo sempre foi uma dúvida para muitos. Com o avanço da Internet como fonte para buscar uma recolocação, algumas questões ainda surgem, e a pergunta fica: o currículo impresso é diferente do online?



Se o currículo tradicional deve ser sucinto e com, no máximo, duas páginas, o currículo na Internet é diferente. Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum, explica que, desde que as informações sejam pertinentes, relevantes e relacionadas com o objetivo profissional, o candidato pode colocar mais informações do que colocaria no currículo impresso. Isso o ajuda a ser mais facilmente encontrado pelas empresas durante suas pesquisas.



"Dentro de um sistema online, o selecionador conta com a ajuda do computador para encontrar um currículo e, por esse motivo, ele pode estar mais extenso do que o tradicional", afirma.



Abrileri ainda diz que "quanto mais ele estiver completo, com todas as informações de sua carreira, habilidades, cursos e assim por diante, maior será a probabilidade de o currículo constar nos resultados das buscas", ensina o executivo.



Por este motivo, é importante também ter não apenas um objetivo profissional no currículo, como acontece no impresso, mas incluir todos os cargos similares ou relacionados. Assim, as chances aumentam.



Vejamos como exemplo: Secretária Executiva Bilingue, Secretária Executiva e Secretária Bilingue.



"As empresas buscam candidatos por nomes diferentes, que muitas vezes dizem respeito à mesma função. Nestes casos, nos sistemas mais avançados, o currículo só constará no resultado da pesquisa se a empresa buscou um cargo exatamente com o mesmo nome no objetivo profissional", diz Abrileri.



No entanto, o presidente da Curriculum alerta que não se deve colocar cargos díspares, referentes a funções diferentes. "Quem está disposto a fazer qualquer coisa transmite a sensação de que não faz nada bem feito", conclui.

80% dos funcionários nunca passaram por nenhum tipo de treinamento, revela pesquisa

A falta de uma política interna de desenvolvimento de talentos, apontada em estudo desenvolvido pela Korn/Ferry como uma grande preocupação no que se refere à gestão de pessoas, ainda é uma realidade que tem levado cada vez mais pessoas a buscar aperfeiçoamento e capacitação.




Os profissionais, visando sua capacitação, devem investir no desenvolvimento pessoal, e, principalmente, profissional, para garantir a perpetuação no mercado com projeção de crescimento, independente do investimento oferecido pela empresa.



Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta, é preciso investir naquilo que realmente vai fazer a diferença diante de tantas opções oferecidas pelo mercado. "Hoje o que mais se busca em um profissional são características de liderança, cooperação, adaptabilidade e comprometimento. Desenvolvendo essas habilidades é possível encarar com inteligência as diversidades encontradas em um ambiente profissional", explica Villela.



Investir em Coaching, por exemplo, é uma das alternativas mais eficientemente estratégicas. Isso se deve ao fato de ser um processo que reúne, em uma única formação profissional, todas as ferramentas que uma pessoa precisa para obter novas e duradouras conquistas, seja na vida pessoal ou profissional.



O que poderia levar muito tempo, como saber conviver com tantas pessoas, com tantos interesses diferentes, pode ser conquistado de forma rápida e eficiente, por meio de um processo de Coaching, com o qual é possível aprender com mais facilidade e menos traumas.



Por isso, é importante não esperar que alguém invista em sua capacitação técnica ou inteligência corporativa.

A essência do Coaching está no alcance de resultado, seja para o desenvolvimento pessoal ou profissional. A competência resultante do Coaching gera novas alternativas e perspectivas que, obrigatoriamente, vão atingir todos os segmentos da vida de uma pessoa. Além disso, o Coach pode e deve estar envolvido em todas as situações em que o ser humano está envolvido e quando existem grandes motivações de conquistar seu ápice profissional.



O processo de Coaching está entre os 10 mais importantes processos para o aperfeiçoamento humano. É um instrumento de condução que leva a pessoa a alcançar aquilo que quer conquistar ou realizar em um determinado momento. Segundo Villela, "ao buscar um treinamento de Coaching é preciso ter cuidado para não contratar apenas por convencimento". Por isso não perca tempo e conheça os melhores cursos de Coaching do mercado.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Os três mosqueteiros da gestão de pessoal: motivar, reconhecer e recompensar

A construção de líderes é um processo gradativo e de consciência. O gestor de pessoal é uma ponta fundamental no sucesso das estratégias da empresa. Sem um bom líder, não há motivação, tampouco produtividade e muito menos reconhecimento




A construção de líderes é um processo gradativo e de consciência. O gestor de pessoal é uma ponta fundamental no sucesso das estratégias da empresa. Sem um bom líder, não há motivação, tampouco produtividade e muito menos reconhecimento. Esses três pilares são capazes de tornarem uma ação ou simples evento em sucesso pleno.



A ambição de atingir mercados, metas e abocanhar concorrentes tornam a empresa tão cega que os erros aparecem na base, na estrutura, na gestão pessoal. Portanto, quem ainda não percebeu que a estratégia das vendas e do negócio dependem da motivação está perdendo alguma fatia do mercado ou patinando em ações erradas. Pois, o discurso da empresa não está calcado apenas no planejamento e na criação de metas. É preciso incorporar a alma nas ações. Primeiro credibilizar a equipe e ela o produto. Isso quer dizer, legitimar no sentido de mostrar quão ela é capaz de promover avanços.



Esse gerenciamento deve estar alinhado com uma boa gestão pessoal. Mas por quê? A resposta é simples: o ser humano é impulsionado pelo estímulo. Qualquer organização é composta de pessoas capazes. Algumas são mal gerenciadas, nem gerenciadas são. É nessa fluida engrenagem que o negócio é sustentado e executado. Portanto, senhores do mercado, mãos a obra e olhos voltados à equipe.



Pois bem, se a motivação é a base da produção e o único estímulo que você dispõe é o salário do funcionário, ele automaticamente vai produzir de acordo com o que você paga. O endomarketing está na mesa para trazer resultados, não só para comunicar. A comunicação é fundamental, principalmente aquela direcionada à valorização do quadro efetivo. Mostrar que a equipe também é parte da mensagem é algo genial, e hoje em dia fator de mudanças.



Não adianta fidelizar o consumidor, isso já descobrimos como fazer. A questão é comprometer o público interno para que a imagem da corporação não tenha ruídos, e todos que lá trabalham sejam realmente felizes e produtivos. Ao invés de primeiramente cobrar metas, estimule o empenho.



Muitas apostam em premiações como viagens, bônus e prêmios em geral para quem alcança a meta. Não é um erro. A questão, não é só entregar o prêmio ao funcionário. O ideal seria reconhecer pessoalmente cada um que superou suas metas individuais. Essa habilidade do gestor é o que chamamos de corpo a corpo. Isso se faz sem gerar custos à organização. Um gesto de aperto de mãos, uma salva de palmas, uma placa comemorativa ou uma notinha no jornal interno, custa quanto? E significa quanto em retorno?



Ousar no mercado pode ser um risco, mas ousar internamente buscando o comprometimento do setor pessoal jamais será arriscado. O marketing de incentivo, portanto, não está baseado tão somente em premiações em valores, mas também em inter pessoal. É normal encontrar funcionário que é top de vendas. Ele recebe todo mês o bônus de recompensa. Mas o direitor mal sabe o nome dele. Talvez, com ele valeria trocar o prêmio em papel, pelo abraço do chefe diante da equipe, ou um jantar entre colegas.



Por isso, ao pensar em gerenciar o setor de recursos humanos, preste atenção nas pessoas. Estão nelas as chaves do desempenho, o valor da empresa. Os resultados tendem a aparecer com as novas técnicas na rotina do RH. Ouse, credibilize, venda mais!



* Sueli Brusco é sócia e diretora executiva da SimGroup, especializada em marketing e programas de reconhecimento. Também é socióloga e psicóloga, especialista em Programação Neurolingüística, psicodrama, psicologia comportamental, marketing pessoal, marketing político e automotivação. É oradora motivacional de cursos e workshops sobre Desenvolvimento da Inteligência Emocional.

A educação sempre em pauta

No amplo teatro, alugado especialmente para o encontro, se reuniam autoridades de todo o estado. Discutia-se a questão de verbas para as tantas necessidades das diversas comunidades.




Horas foram planejadas para se apresentarem as necessidades, as estratégias de redução de gastos, a mais correta divisão dos recursos a fim de que todas as áreas fossem bem atendidas.



Planejava-se ali o atendimento à criança, ao jovem, ao idoso, à gestante, ao carente. Nenhum detalhe estava sendo esquecido.



As autoridades se revezavam ao microfone, falando de metas a serem alcançadas, de trabalho sem descanso a ser realizado. Enfim, fez-se uma pausa para um pequeno descanso.



Todos demandaram o amplo salão onde várias mesas apresentavam o lanche com pães, doces, salgados, refrigerantes, café, água.



Entre um e outro salgadinho, os colegas aproveitavam para trocar idéias, para cumprimentar aqueles que já haviam discursado.



Retornando ao teatro para a continuidade dos trabalhos, um dos participantes levou um copo com refrigerante. Quase ao transpor a porta, a senhora encarregada da recepção pediu licença e lhe lembrou, conforme avisos afixados em vários lugares, que ele não poderia adentrar no teatro com o refrigerante.



O homem, até então muito educado, olhou-a de cima e falou alto:



- A senhora sabe com quem está falando?



A senhora de pronto respondeu:



- Não senhor.



Ao que ele explicou:



- Pois saiba a senhora que eu sou fulano de tal, e foi dizendo o cargo que ocupava no Estado.



Ela, ainda e sempre educada, prosseguiu:



- Muito prazer em conhecê-lo, senhor. Mas devo continuar lhe dizendo para não entrar nas dependências do teatro com o refrigerante. Mais do que ninguém, o senhor como autoridade de um município do nosso estado sabe o quanto custa o patrimônio público e quanto custa para o manter.



- O senhor é encarregado de zelar pelo dinheiro do povo e dar ao povo o melhor. O senhor, em sua cidade, zela pelas praças, pelos jardins, pelo teatro, a biblioteca pública, o museu, as escolas. Mais do que ninguém o senhor sabe que o dinheiro público não pode ser desperdiçado. O refrigerante que o senhor deseja levar para o teatro pode derramar e manchar a poltrona ou o tapete. E haverá necessidade de se gastar para a substituição de uma ou de outro.



O homem olhou para a mulher, deu meia volta, depositou o copo de refrigerante sobre uma mesa próxima, voltou para a entrada do teatro e disse:



- A senhora tem toda a razão. Obrigado pela lição.



E retornou para os trabalhos com seus colegas.



***



A verdadeira humildade está em reconhecer os próprios erros, não importando o cargo ou a função que se ocupa.



E todos podemos ser educadores, onde quer que estejamos. Podemos dar o exemplo, fazendo. Podemos falar, demonstrando o que é correto realizar.



Sempre que falemos com educação e demonstremos bom senso no que pedirmos, com certeza, seremos ouvidos e atendidos. É que nem sempre estamos dispostos a realizar este trabalho e preferimos deixar passar. Com isso, estamos perdendo uma oportunidade sem par de melhorar o mundo em que nos encontramos.

domingo, 8 de agosto de 2010

Pai, paizão !

Este homem que eu admiro tanto,




com todas as suas virtudes e também com seus limites.



Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento,



mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.



Este mestre contador de histórias



traz em seu coração tantas memórias,



espalha no meu caminhar muitas esperanças,



certezas e confiança.



Este homem alegre e brincalhão,



mas também, às vezes, silencioso e pensativo,



homem de fé e grande luta,



sensível e generoso.



O abraço aconchegante a me acolher, este homem,



meu pai, com quem aprendo a viver.



Pai, paizinho, paizão...



meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo:



infinito é teu coração.



Obrigado, pai, por orientar o meu caminho,



feito de lutas e incertezas,



mas também de muitas esperanças e sonhos!



Que seu dia seja muito feliz!

sábado, 7 de agosto de 2010

Vida religiosa

Religião significa religamento, religar, reunir a alma ao seu Criador. Esse é o sentido de religião que vem do latim religare.




A vida religiosa decorre desse sentimento religioso.



Dessa forma, não somos religiosos porque frequentamos um templo religioso ou porque tenhamos um rótulo de religião.



Tampouco porque pratiquemos esse ou aquele ritual no campo da crença.



Somos religiosos pelo estilo de vida que levamos na Terra.



Por isso, muito importante verificar como é a nossa vida religiosa.



Será que a nossa religião nos leva a vivenciar no dia-a-dia, no cotidiano, as coisas mais importantes para a nossa vida na Terra?



A vivência religiosa é um modus operandi, é um modo de ser diante da existência.



Existem indivíduos que se afirmam materialistas, ateístas mas vivem com determinada dignidade, numa linha de respeito ao semelhante, de amor ao próximo, de respeito às leis que, certamente, podemos garantir que eles têm uma vida religiosa de alto nível.



São materialistas mas não usurpam nada de ninguém. São incapazes de tripudiar sobre a ignorância ou a necessidade alheia.



Isso quer dizer que vivência religiosa, em essência, nada tem a ver com o ritual externo que chamamos de crença.



Essa vivência, para ser realmente religiosa, tem que se desenvolver de tal modo que nos conduza à religação com Deus, à ligação de novo com o Criador.



Deve nos levar à maturidade. Exige de nós reflexão e essa reflexão vai nos ajudando no processo do amadurecimento a fim de que sejamos, na condição de religiosos, pessoas alegres.



Alegria não significa viver sorrindo o tempo todo. Alegria é esse estado íntimo de saber-se representante do bem, de admitir que está fazendo aquilo para o que renasceu, cumprindo a vontade de Deus no mundo.



Cada vez que saímos de casa para trabalhar com disposição, com coragem - isso é motivo de alegria.



Quando levantamos pela manhã e beijamos nossos filhos, nos despedimos dos esposos - isso é motivo de alegria.



A vida religiosa deixa de ser a vida do templo e passa a ser a vida na vida, a nossa incorporação às Leis de Deus, nosso ajustamento à vida da sociedade, cumprindo as leis, cumprindo os nossos deveres, pagando nossos impostos, na certeza de que a religião existe para nos ensinar a viver no mundo.



A nossa vivência na Terra é um desafio e a vivência religiosa nos leva a ser pessoas dinâmicas, joviais, mas compenetradas.



Ao lado da nossa alegria, do nosso esporte, do nosso lazer, da nossa arte, sabermos que o que façamos vai alcançar outros corações, vai fermentar em outras almas, vai germinar em outros territórios emocionais.



Então, temos responsabilidades com tudo quanto dizemos, fazemos, brincamos, sorrimos, com tudo quanto cantamos, com tudo quanto gozamos.



A vida religiosa é esse mundo interno que abrimos para o mundo externo.



Lembremos Jesus Cristo que estabeleceu que a boca fala daquilo que está cheio o coração.



Pensemos nisso.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A LUTA NÃO PAROU!

Gostaria de relatar uma situação particular , vivida por minha família a exatos um ano atrás, quando todos foram pegos de surpresa com a noticia que havia um irmão com a possibilidade de está com leucemia. A primeira vista todos ficaram perplexo devido já ter passado por uma situação a alguns anos atrás, visando poder apreender como lidar com está nova situação , meu irmão ficou mais de três meses hospitalizado. Dentro deste período o mesmo teve quadros de melhoras e variações impostas pela doença , mas o mesmo com todas as suas limitações naquele momento se mostrou forte um guerreiro como gladiador da idade antiga, passando a cada dia por uma nova transformação. A garra imposta pelo seu rápido tratamento foi como o mesmo após passar por todos os percalços impostos pela vida está recuperando, se mostrando cada dia uma surpresa a todos que surpresos só admira sua força em vence uma etapa difícil que se passa com o tratamento que é longo e demorado.




Muitas pessoas ficam a beira de um ataque ao receber uma noticia que não agrada, mas esquece de agradecer a Deus por está conseguindo passar aquele momento de dor ou mesmo aquela provação ao ser imposta por todos, gostaria que todos seguissem este exemplo de garra, determinação, força e humildade como posso descrever que ele teve naquele momento, quando ficou sabendo e justamente na hora que ele mais precisou quem estava ao lado dele para poder ajudar a enfrentar foram as pessoas que sempre ficam ao nosso lado , pais, irmãos, filhos, esposa e amigos mesmos próximos que sempre deixam marcas e lembranças e nossas mentes.



Mais um dia dos pais está chegando é pode ser que eu esteja enganado mais este deverá ser o dia mais feliz para ele , devido o mesmo poder passar ao lado de seus filhos, entes queridos, devido ser um inicio de uma nova fase em sua longa caminhada.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um terrível mal

Desde que a bebida alcoólica foi descoberta, o beber passou a ser um ato facilmente assimilável pelos jovens adolescentes e futuros adultos.




Em torno do ato de beber criou-se uma aura de magia, como se ele fosse a resposta para os problemas existenciais.



Na mitologia, Baco, considerado o deus do vinho, dizia que quem bebesse aquele líquido sagrado ficaria possuído por poderes divinos.



Surgiram festas de orgia chamadas bacanais, regadas a muito álcool e com elas, a violência. Hoje, a ação do álcool influencia milhares de pessoas.



Algumas dizem beber para se divertirem, relaxarem, outras para adquirirem coragem. Todas se matando lentamente.



O álcool provoca, em alguns, relaxamento, agressividade, descontrole emocional, em outros, alegria desmedida e desinibição.



O seu uso contínuo provoca a dependência física e é reconhecido pela organização mundial de saúde como uma doença.



No Brasil as estatísticas apontam aproximadamente quinze milhões de dependentes do álcool. Uns dependentes leves, pessoas que bebem quase todos os dias até três doses.



Outros, dependentes moderados, os que bebem diariamente até três doses e nos finais de semana bebem de forma exagerada. Finalmente, os dependentes graves, que bebem sempre. São os que apresentam uma série de transtornos se a bebida lhes faltar, desde tremores até ansiedade.



Em nosso país, o alcoolismo é um dos maiores problemas de saúde pública.



Preocupados com os números crescentes de alcoólatras, os conselhos comunitários de segurança estabeleceram algumas regras que definem como os pais criam um alcoólatra infantil:



Comece na infância a molhar a chupeta no copo de cerveja e dar ao seu filho. Ache graça nas caretas que ele fizer.



Quando ele quiser mais bebida alcoólica, continue dando.



Nunca lhe dê orientação. Não pode, pois faz mal.



Quando ele estiver bebendo, apoie, ache graça.



Beba sempre com ele.



Dê-lhe dinheiro para beber com os amigos.



Satisfaça todos os seus desejos, principalmente o que diz respeito a bebidas caras.



Quando ele estiver caindo de bêbado, dê apoio total...



Quando se meter em alguma encrenca, dê esta desculpa: nunca consegui dominá-lo.



Depois de seguir todas essas regras, prepare-se para uma vida de desgosto. É o seu merecimento justo por você ter conseguido formar mais um alcoólatra para o mundo.



***



Cuidemos da nossa saúde e da dos nossos filhos. Aprendamos e ensinemos a não desperdiçar as bênçãos do corpo.



O corpo físico é um bendito talento que deve ser bem utilizado a fim de que possamos subir os degraus da evolução que perseguimos.



Respeitemos esse talento bendito que o Criador nos ofertou na terra.



Vivamos o nosso dia-a-dia com a visão de que somos os grandes responsáveis pelo estado geral de doença ou de saúde do nosso corpo físico.