sábado, 24 de abril de 2010

As Injustiças

Hoje em dia as pessoas estão acostumadas com a  injustiça, sempre aparece no dia a dia pessoas injustiçadas , gritando por socorro mas sempre mais e mais pessoas ficam olhando , rindo e falando que ela merece , sempre que as pessoas pensarem assim e porque se quer sabem o que acontece no dia a dia , em empresas desorganizadas sempre acontece tais injustiças, pessoas sem qualificações e simplesmente para satisfazer o ego de outras. estamos em pleno o seculo 21 e tem empresas que pensam como o seculo 19, mas não tem comando, trabalhei em uma empresa na cidade de Santa Luzia, enquanto a epresa não tinha mudado de nome era organizada, após o inicio de 2010, virou uma terra sem lei, houve em menos de 2 meses duas mortes por negligencia de toda a diretoria, mandaram muitos ficarem calados para não poder dar o ibope que deveria as autoridades se quer investigaram, ou mesmo aprofundaram e continua seus trabalhos quando está empresa voltar a matar novamente ai aparece a imprensa, orgãos fedrais, estaduais e municipais, hojé temos empresas principalmente na cidade de Santa Luzia que sonegam impostos tiram investimentos do povo e deixam seus donos cada vez mais rico, sem escrupulos , e o que e feito pelas autoridades para poder dar uma resposta ao povo nada.
Estamos cada dia que passa com empresários que são pior deo que bandidos incentivam a ilegalidade devido roubarem do povo das cidades onde tem suas empresas, e semre que falem ficam mais ricos do que já eram e nossos governantes sequer punem esses empresários.
Estamos num mundo onde injustiças virou moda, tanto dos politicos,governantes e autoridades, estamos precisando de medidads urgentes contr os senagadores, falsificadores, que querem tirar vantagens.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A menina e o pássaro

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.




Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.



Se a porta da gaiola estiver aberta, os pássaros comuns vão embora, para nunca mais voltar...



Mas o pássaro da menina, voava livre e vinha quando sentia saudades...



Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.



Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.



"Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que eu vi, como presente para você..."



E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.



Outra vez ele voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.



"Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes."



A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.



Mas chegava sempre a hora da partida. Chorava a menina e chorava o pássaro. E a menina pediu ao pássaro que não mais partisse.



Eu vou lhe contar um segredo, disse-lhe o pássaro: as plantas precisam da terra, os peixes precisam dos rios, nós precisamos do ar...



E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas.



Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.



Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.



Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz".



Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola e ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.



Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.



Ah! Menina... o que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...



Sem a saudade, o amor irá embora...



A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.



Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas se transformaram num cinza triste. E veio o silêncio. Também a menina entristeceu.



Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... Até que não mais agüentou e abriu a porta da gaiola.



Pode ir, pássaro, volte quando quiser...".



"Obrigado, menina. Eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente."



E o pássaro partiu. Voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia...



Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo.... E colocava flores nos vasos à espera do seu amigo...



Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque, em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar, ele haveria de voltar.



À noite, a menina ia para a cama com saudades, mas também com a esperança do reencontro renovada.



Ah! Mundo maravilhoso que guarda, em algum lugar secreto do Universo, em plena liberdade, o pássaro encantado que se ama... E que um dia, com certeza, vai voltar...

terça-feira, 20 de abril de 2010

AMOR

Um velho fazendeiro japonês havia acabado de colher uma safra de arroz que o deixaria rico.




De seus campos ele podia contemplar, do alto, o vilarejo que se encontrava à margem do oceano.



Olhando para o mar ele percebeu a aproximação de uma grande onda que, chegando à praia, destruiria a aldeia



e seus moradores.



"Traga-me rápido uma tocha, gritou ele para o neto.



" Logo a seguir, correu até as pilhas de arroz ateou fogo.



Sem saber sobre o perigo que corriam devido à subida da maré, mas preocupados com os campos do fazendeiro,



os aldeãos correram apressadamente para ajudá-lo e, assim, salvaram suas próprias vidas da morte.



Duas demonstrações maravilhosas de amor e solidariedade.



Um fazendeiro que renuncia à riqueza para salvar pessoas com quem, talvez, nem tivesse qualquer vínculo de amizade



e pessoas humildes que, solidárias, deixam tudo para trás e oferecem as mãos e o coração para socorrer um vizinho



em apuros.



Como nós, cristãos, temos lidado com o amor ao próximo?



Temos sido capazes de renunciar a alguns de nossos interesses em prol de alguém que, no momento, depende de



uma mão estendida ou um ombro acolhedor?



Temos praticado o ensino de Jesus que nos mandou "amar ao próximo como a nós mesmos?"



Quando o egoísmo invade nossos corações e nos induz a pensar apenas em nós mesmos e deixar de lado todos aqueles



que nos rodeiam, podemos até alcançar sucesso, riqueza e poder, mas, dificilmente, poderemos gozar da paz e da



felicidade que tanto o fazendeiro como os moradores do vilarejo de nossa história experimentaram naquele momento



de grande libertação dada por Deus.



Mais valiosa do que a conquista dos bens materiais que durarão apenas certo espaço de tempo é a vitória do amor



que durará para sempre.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O DEVER

O dever anda bastante esquecido. Fala-se muito de direitos e pouco de deveres.




O empregado busca o trabalho e antes de tudo, vai enumerando todos os seus direitos. Justo que os conheça e os exija. Mas o que faz e como faz a tarefa que lhe foi confiada?



É comum se observar balconistas sem vontade alguma de bem atender o cliente. Não há movimento algum na loja, mas se entra o possível comprador e pergunta o valor de uma mercadoria, a resposta que recebe é: "está marcado na etiqueta."



E que se dizer dos que estragam e desperdiçam o material de trabalho? Aspirador de pó, escovas, vassouras tudo utilizado sem cuidado.



Afinal de contas, quando estragar, o patrão deverá mesmo providenciar o conserto ou a substituição.



Em repartições públicas, bancos e escritórios é comum se verificar o exagero no consumo de papel, clips, grampos.



Como se não fosse dever do funcionário zelar pelas coisas que pertencem à empresa.



E o que se dizer do horário?



Quantos minutos são gastos na fofoca, nos cafezinhos e mais cafezinhos durante o expediente?



Naturalmente o serviço não rende. Ah, mas se houver necessidade de alongar as horas de trabalho, logo se falará em remuneração extra.



Dever é a alegria do cumprimento integral do que compete à criatura.



Se todos têm direito ao repouso, ao justo salário, ao intervalo para a refeição, é bom não esquecer que todos têm o dever de bem executar aquilo para o que foram contratados.



A raiz do problema reside no lar. Desde cedo a criança aprende que tem direitos.



Poucos pais ensinam e passam aos filhos a lição do dever.



A criança tem direito ao amor, à proteção, à alimentação, ao estudo. Mas tem o dever do respeito e da cooperação.



É comum se encontrar mães sobrecarregadas de ocupações, enquanto os filhos adolescentes descansam bem tranqüilos frente à tv ou na lanchonete da esquina, jogando papo fora com os amigos.



Tão tranqüilos e descansados estão que têm forças redobradas para exigir a comida na hora certa, a roupa passada, o dinheiro para o seu lazer.



As mães tudo executam com a desculpa de que eles "estão na idade do egoísmo." E se tornam escravas no lar.



Direitos sim. Deveres também .



Ninguém que esteja isento de cumpri-los ou que não possa executá-los.



Desde pequena a criança deve ter deveres a cumprir. Guardar seus brinquedos, comprar o pão na mercearia próxima. Executar pequenas tarefas no lar.



Quem aprende cedo as lições do dever, cedo se tornará o cidadão cumpridor das leis, zeloso.



Correto sempre.



Dever. Palavra de ordem para que o nosso mundo se transforme numa imensa e operosa colméia, onde cada um executa com ardor e alegria a parte que lhe toca.



***



Cumpre o dever que te cabe, com a alma em prece. Se não fores notado na terra, lembra que Jesus é até agora o grande servidor anônimo, a nos ensinar que a maior honra da vida é o privilégio de ajudar e prosseguir adiante, servindo sempre e sem cansaço.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O custo da gratidão

Qual será o melhor método para se ensinar a virtude da gratidão aos filhos? Haverá uma fórmula especial que dê resultado garantido?




Por vezes, o mais acertado provém de uma tomada de atitude, que determina um período de reflexão.



Mais ou menos como aconteceu com aquele garoto aos seus 13 anos.



Ele e o pai costumavam passear juntos aos sábados. Nada espetacular. Simplesmente uma ida ao parque, ou à marina para olhar os barcos.



Por vezes, uma visita em lojas de bugigangas, só para comprar aparelhos eletrônicos baratos, para desmontá-los ao chegar em casa e verificar seu sistema de funcionamento.



Algumas vezes havia uma parada na sorveteria. Randal nunca sabia se o pai iria ou não parar na sorveteria. Por isso, esperava ansioso, na volta para casa, que o pai enveredasse por aquela esquina decisiva. A esquina que significava animação e água na boca.



O pai do garoto, por vezes, tomava o caminho mais longo. Dizia que era para mudar um pouco o trajeto. Em verdade, parecia um jogo, onde ele ficava testando o autocontrole do filho.



Quando chegava na esquina, ele oferecia:



Quer um sorvete de casquinha?



O garoto pedia sorvete de chocolate, e o pai, de creme. Andavam devagar até o carro e ficavam saboreando o sorvete. Para o garoto, aquilo era o paraíso.



Certo dia, em que rumando para casa, passavam pela esquina, o pai perguntou: e aí, quer um sorvete de casquinha hoje?



Boa pedida! Disse Randal.



Também acho, concordou o pai. Não quer pagar hoje?



O sorvete custava então vinte centavos. A cabeça de Randal começou a girar. Ele podia pagar. Ganhava uma mesada semanal de vinte e cinco centavos, mais uns trocados por serviços eventuais.



Mas ele queria economizar. Economizar era importante. E, por se tratar do seu dinheiro, Randal achou que sorvete não era um bom investimento.



E aí ele disse as palavras mais feias que podia ter dito naquele momento: bom, nesse caso, acho que vou desistir.



A resposta do pai foi lacônica. Concordou e começou a andar em direção ao carro estacionado. Assim que fizeram a curva a caminho de casa, o garoto percebeu o quanto estava errado.



Como ele pudera ser tão mesquinho? Seu pai já perdera a conta de quantos sorvetes lhe pagara e ele nunca comprara nenhum para ele. Como ele pudera perder aquela oportunidade rara de dar alguma coisa àquele pai tão generoso?



Pediu ao pai que voltasse. Em vão. Randal ficou se sentindo péssimo por seu egoísmo, sua ingratidão. Foram para casa.



Aquela semana foi terrível, longa, angustiante. O pai não agiu como se estivesse desapontado ou desiludido. Contudo, o garoto pensava e pensava.



No final de semana seguinte, quando fizeram o novo passeio, ele fez questão de conduzir o pai até à sorveteria e lhe oferecer, sorrindo: pai, quer um sorvete de casquinha hoje? Eu pago!



Naqueles dias, Randal aprendeu que a generosidade tem mão dupla, que a gratidão algumas vezes custa um pouco mais do que um simples "obrigado". No seu caso específico, lhe custou vinte centavos. E lhe valeu uma lição para a vida.



Pensamento



No processo da educação, quase sempre um gesto tem efeito mais poderoso do que muitas palavras.



A sabedoria está, para o educador, em saber usar as palavras certas, nos momentos adequados e a utilizar a eloqüência do silêncio, nas horas precisas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O Significado das Doenças

Segundo a psicóloga americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós.




Afirma ela que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo.



"Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão.



Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar.



Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza,



raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão.



Perdoar dissolve o ressentimento."



A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga



Louise.



Reflita. Vale à pena tentar evitá-las.



DOENÇAS / CAUSAS:



AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.



ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.



APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.



ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.



ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.



ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.



BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.



CÂNCER: Magoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.



COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.



DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.



DIABETES: Tristeza profunda.



DIARREIA: Medo, rejeição, fuga.



DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.



ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.



FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.



GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.



HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.



HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.



INSÔNIA: Medo, culpa.



LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.



MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio. v



NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.



PELE (Acne): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.



PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.



PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.



PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo.



PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.



PULMÕES: Medo de absorver a vida.



QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.



RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.



REUMATISMO: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.



RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.



RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.



SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.



TIREOÍDE: Humilhação.



TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.



ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.



VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.



Curioso, não?



"Por isso, vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos, principalmente daqueles que escondemos de nós",



conclui a psicóloga.



Queridos sem perdão ficaremos doentes, então não deixe para perdoar amanhã, vamos perdoar agora em



Nome de Jesus.



E uma maneira de perdoar é Evangelizar!!!!!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SACUDIR O PÓ

Conforme consta do Evangelho segundo Lucas, em dado momento Jesus enviou Seus discípulos para pregar e curar.



Dentre as exortações, orientou como deveriam se comportar, caso eles e suas ideias não fossem acolhidos em algum lugar.

Nessa hipótese, os discípulos deveriam se retirar e sacudir o pó de seus pés.

Há quem veja nessa forte expressão um anátema lançado contra os descrentes.

Contudo, isso destoa do conjunto da mensagem do Cristo.

Jesus ensinou e exemplificou a compaixão e não fugiu do contato com os equivocados do Mundo.

Afirmou mesmo que os sãos não necessitam de remédio.

Uma coerente interpretação da exortação é no sentido de que os discípulos não deveriam conservar qualquer rancor.

Ao se despedir de quem não os havia aceitado e compreendido, deveriam seguir de alma leve.

Bater o pó dos pés equivaleria a se livrar de todo traço de impureza, no sentir e no pensar.

Trata-se de uma lição preciosa, cuja aplicação permite permanecer em paz em face da incompreensão.

É comum a criatura idealista desejar partilhar seus sonhos e projetos de um mundo melhor.

Ela se toma de natural tristeza quando não é compreendida.

Esse sentimento é ainda mais forte quando são seus amores que não a entendem.

Por exemplo, um pai rigorosamente honesto que não consegue convencer os próprios filhos a lhe seguirem os exemplos.

Uma esposa tomada do ideal da caridade que encontra resistência no próprio esposo, quanto a seus atos generosos.

Um professor apaixonado pelo saber que depara com alunos preguiçosos.

Nessas experiências decepcionantes, é preciso sacudir o pó dos pés.

Compreender que a liberdade é uma lei da vida e não esperar dos outros o que ainda não podem ou não querem dar.

A construção de um mundo melhor não se faz sem sacrifícios.

Quem esposa o ideal de um padrão ético superior é um homem do amanhã.

Ele vive hoje o que a maioria viverá mais tarde.

Sua função é a de um semeador do bem.

Com seu exemplo, demonstra a possibilidade de ser honrado e generoso.

Com suas palavras, exorta os que o rodeiam a imitá-lo.

Mas não pode impor suas ideias.

Cada alma amadurece a seu tempo para as grandes verdades da vida.

Perante incompreensões, resta a tranquilidade da consciência pelo dever bem cumprido.

E também a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, as sementes do bem produzirão saborosos frutos.

Compete a cada homem colaborar para que o mundo se aprimore e os costumes se purifiquem.

Entretanto, o resultado de seus esforços repousa nas mãos de Deus.

Com o inesgotável recurso do tempo, Ele assegura que, no momento adequado, o bem se torne pujante, no íntimo de cada ser.


Pense nisso.

domingo, 4 de abril de 2010

FUI AJUDA-LO A CHORAR

Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?




Você é daqueles que se fecham em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe alguém à sua volta que precisa de ajuda?



Ou você é daquelas almas que já consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminuí-las, ou pelo menos não deixando que alguém sofra na solidão?



Há uma certa passagem que pode ilustrar isso; passagem vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competição era: "a criança que mais se preocupa com os outros".



O vencedor foi um menino cujo vizinho - um senhor de mais de oitenta anos - acabara de ficar viúvo.



Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.



Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.



Nada - disse o menino - ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a chorar.



A pureza do coração das crianças é sempre fonte de ensinamentos profundos.



Geralmente costumamos dizer que não estamos aptos a ajudar alguém, por não sermos capazes, ou porque sabemos tão pouco para consolar.



Para muitos, esta é uma posição de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o egoísmo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de nós mesmos, e que os outros são menos importantes.



Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.



Não nos preocupemos se não conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se não podemos conceber uma saída miraculosa para uma dificuldade que alguém atravesse.



Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer "estou aqui com você", são atitudes muito importantes.



Muitas vezes, o que as pessoas precisam é de alguém para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solidão para longe, e não permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.



Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as lições de moral, é o nosso abraço apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de alguém.



Não precisamos ter todas as respostas e soluções dos problemas do mundo em nossas mãos, para conseguir ajudar.



Os verdadeiros heróis são aqueles que ofertam o que tem, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas lágrimas aos outros.



Você sabia?



Você sabia que não precisamos dizer "meus pêsames"



às pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?



O dicionário nos diz que a palavra "pêsame", significa pesar pelo falecimento ou infortúnio de alguém, e assim sendo torna-se um termo muito pesado, já que aprendemos a compreender a morte, não como um desastre, um infortúnio, e sim uma passagem, uma mudança na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.



Não nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abraço fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa é como uma brisa suave consolando os corações que passam por este momento.