terça-feira, 20 de abril de 2010

AMOR

Um velho fazendeiro japonês havia acabado de colher uma safra de arroz que o deixaria rico.




De seus campos ele podia contemplar, do alto, o vilarejo que se encontrava à margem do oceano.



Olhando para o mar ele percebeu a aproximação de uma grande onda que, chegando à praia, destruiria a aldeia



e seus moradores.



"Traga-me rápido uma tocha, gritou ele para o neto.



" Logo a seguir, correu até as pilhas de arroz ateou fogo.



Sem saber sobre o perigo que corriam devido à subida da maré, mas preocupados com os campos do fazendeiro,



os aldeãos correram apressadamente para ajudá-lo e, assim, salvaram suas próprias vidas da morte.



Duas demonstrações maravilhosas de amor e solidariedade.



Um fazendeiro que renuncia à riqueza para salvar pessoas com quem, talvez, nem tivesse qualquer vínculo de amizade



e pessoas humildes que, solidárias, deixam tudo para trás e oferecem as mãos e o coração para socorrer um vizinho



em apuros.



Como nós, cristãos, temos lidado com o amor ao próximo?



Temos sido capazes de renunciar a alguns de nossos interesses em prol de alguém que, no momento, depende de



uma mão estendida ou um ombro acolhedor?



Temos praticado o ensino de Jesus que nos mandou "amar ao próximo como a nós mesmos?"



Quando o egoísmo invade nossos corações e nos induz a pensar apenas em nós mesmos e deixar de lado todos aqueles



que nos rodeiam, podemos até alcançar sucesso, riqueza e poder, mas, dificilmente, poderemos gozar da paz e da



felicidade que tanto o fazendeiro como os moradores do vilarejo de nossa história experimentaram naquele momento



de grande libertação dada por Deus.



Mais valiosa do que a conquista dos bens materiais que durarão apenas certo espaço de tempo é a vitória do amor



que durará para sempre.

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