Por volta de dois mil anos atrás viveu entre nós alguém que muito nos amava e que Se tornaria, indubitavelmente, nosso maior Modelo de vida.
Apesar da curta passagem como homem encarnado, Jesus deixou uma mensagem que cresceria através dos séculos. Hoje, numerosas religiões O têm como referência em quase todos os pontos da Terra.
Ele falou a todos sem distinção: pobres, ricos, poderosos, gente do povo. Não demonstrava preferências, escolhendo entre os Seus apóstolos pescadores sem instrução formal e homens letrados, como Mateus.
Escolheu entrar em casas de pessoas humildes de haveres materiais mas, também em casas de homens ricos, pois entendia que todos precisavam ouvir Suas palavras.
Valorizou as mulheres em uma época na qual elas eram consideradas uma posse dos pais ou dos maridos. Entre Suas seguidoras estavam Joana de Cusa, esposa de um homem do poder político da época e Maria Madalena, que mudou de vida ao conhecê-Lo.
Jesus usava ora palavras doces, ora linguagens figuradas, ora palavras mais duras. Recebeu, para dialogar, doutores da lei como Nicodemos a quem não negou ensinamentos.
Sua vida de pregação foi curta, mas Ele era um perfeito exemplo do que falava e, sem dúvida, isto impressionava a todos que O conheciam.
Em Seus últimos momentos não mostrou revolta ou desejo de vingança, ao contrário, pediu a Deus que perdoasse a todos, em uma imensa demonstração de amor.
Muitos dos primeiros cristãos, mesmo sem O terem conhecido diretamente, muito O amavam e não titubeavam em abdicar da vida física em nome Daquele a quem seguiam.
Joana de Cusa, no momento em que seria martirizada por meio do fogo, responde ao seu algoz que lhe perguntara se seu Mestre só a ensinara a morrer, dizendo que Ele também a ensinara a perdoar quem lhe tirava a vida.
* * *
Hoje, após tantos séculos, amar Jesus não nos faz correr riscos. Os tempos são outros.
Hoje, o grande desafio é viver conforme os ensinamentos de Jesus, em um mundo no qual vicejam o materialismo, o apego ao poder a qualquer custo e, no qual os valores morais parecem desconhecidos para muitos.
A decisão é pessoal: ninguém pode nos obrigar a segui-Lo, já não mais como apóstolos ou como mártires, mas como pessoas que valorizam a retidão moral e que sabem amar.
Sim, o grande ensinamento de Jesus foi o amor. Se amamos realmente a nós mesmos, não nos permitimos a autoagressão através dos vícios, sejam morais ou físicos. Se nos amamos, buscamos a educação moral e intelectual.
Se amamos nosso semelhante, nunca nos permitiremos a desonestidade, a raiva, a inveja e, muito menos, a indiferença.
Se amamos Jesus, buscamos a luz dentro de nós mesmos, compreendendo que viver é aprender a servir para o bem.
Não é difícil entender que para se viver com o Guia da Terra em experiência integradora, devemos desenvolver em nosso caráter o que existe de mais sóbrio, de mais lúcido e grandioso, engajando-nos na verdadeira educação.
* * *
Quando a educação do intelecto e do sentimento se constituir em uma rota bem aventurada para todos, a aproximação real com nosso Sublime Condutor se fará de maneira consciente, nobre e irreversível.
Reflitamos sobre Jesus e sobre a decisão de viver com Ele, na busca da felicidade real e duradoura!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Oração
A prece tem sido definida como o diálogo com a Divindade. Desde os tempos mais recuados, as notícias históricas nos asseveram que o homem, mesmo antes de compreender a existência de um Ser Criador, buscava aplacar as potestades com invocações e sacrifícios.
Acreditava haver algo superior a si mesmo, que se manifestava no troar dos céus em revolta, nas danças aceleradas dos ventos em rebuliço, na chuva implacável que arrasava sua morada e levava seus poucos bens, no frio que lhe dilacerava as carnes, enregelando-o.
Por isso, buscava se comunicar com tais forças, e fazia tentativas diferentes para ver o que as poderia acalmar.
Eram os rudimentos da prece, do buscar o Superior, de tentar a comunicação.
Embora, ainda nos dias atuais, muitos interpretem a oração como um simples repetir de palavras ou como fraqueza dos que não têm a quem buscar, senão o invisível, ela é arma vigorosa, que tem o poder de nos alçar a regiões de tranquilidade e paz, de lá haurindo a calma e a força de que carecemos para prosseguir nos combates diários, que a vida nos impõe.
Aqueles que se afeiçoam a uma religião, que têm fé em Deus infinitamente bom e misericordioso, utilizam a oração para rogar, pedir, suplicar.
Os que, além da misericórdia e bondade Divinas, divisam o Esteta, o Pai amoroso que tudo dispôs para os Seus filhos na face do planeta, habituam-se a orar em louvor.
Desta forma, ao sentirem o sol radioso, o firmamento em azul celeste, as nuvens em formas esbeltas e artísticas, a brisa que refresca a canícula do dia escaldante, a profusão das cores tão bem dispersas, em espetacular quadro na natureza, recordam-se de alçar o Espírito e louvar o Criador de tanta beleza e harmonia.
Quem, senão um Excelso Artista pensaria em tantas cores, em tantos sons para Seus amados?
Quem, senão um Sábio Cientista pensaria em Leis tão extraordinárias que regem a vida?
A semente que mergulha na escuridão do solo e se transforma em árvore, flor, fruto, alimento.
Duas gotículas que se encontram na intimidade da trompa de Falópio e se transformam em um novo ser, em nome do amor.
Assim, a prece em nossos lábios se transforma em um poema de gratidão, pela luz, pelo dia, pelas estrelas, pela noite enluarada, pela vida.
Baixemos o olhar e, maravilhados pelas dádivas que nos chegam a toda hora, agradeçamos a este Artista, Poeta, Criador, Pai que nos plenifica de bênçãos todos os dias.
Oração é louvor, é súplica, é gratidão. Depende de nós a utilizarmos em nossas vidas, em sua amplitude ou somente na particularidade de um aspecto.
Entendê-la e servir-se dela, com sentimento, é atitude que somente nos trará felicidades desde o hoje, mesmo ante as dores e tormentas que nos chegam como apelos dos céus para que nos afeiçoemos ao bem.
* * *
A oração pode ser comparada ao arado que trabalha laboriosamente o solo onde se pretende semear. É necessário conduzi-la bem.
A prece constroi a ponte entre o filho e o Pai. Compreendida em sua essência e bem utilizada, faculta intensa conversação entre ambos e vai muito além da simples petição do necessitado.
É o diálogo íntimo de um coração ferido a outro, infinitamente pleno de amor.
Acreditava haver algo superior a si mesmo, que se manifestava no troar dos céus em revolta, nas danças aceleradas dos ventos em rebuliço, na chuva implacável que arrasava sua morada e levava seus poucos bens, no frio que lhe dilacerava as carnes, enregelando-o.
Por isso, buscava se comunicar com tais forças, e fazia tentativas diferentes para ver o que as poderia acalmar.
Eram os rudimentos da prece, do buscar o Superior, de tentar a comunicação.
Embora, ainda nos dias atuais, muitos interpretem a oração como um simples repetir de palavras ou como fraqueza dos que não têm a quem buscar, senão o invisível, ela é arma vigorosa, que tem o poder de nos alçar a regiões de tranquilidade e paz, de lá haurindo a calma e a força de que carecemos para prosseguir nos combates diários, que a vida nos impõe.
Aqueles que se afeiçoam a uma religião, que têm fé em Deus infinitamente bom e misericordioso, utilizam a oração para rogar, pedir, suplicar.
Os que, além da misericórdia e bondade Divinas, divisam o Esteta, o Pai amoroso que tudo dispôs para os Seus filhos na face do planeta, habituam-se a orar em louvor.
Desta forma, ao sentirem o sol radioso, o firmamento em azul celeste, as nuvens em formas esbeltas e artísticas, a brisa que refresca a canícula do dia escaldante, a profusão das cores tão bem dispersas, em espetacular quadro na natureza, recordam-se de alçar o Espírito e louvar o Criador de tanta beleza e harmonia.
Quem, senão um Excelso Artista pensaria em tantas cores, em tantos sons para Seus amados?
Quem, senão um Sábio Cientista pensaria em Leis tão extraordinárias que regem a vida?
A semente que mergulha na escuridão do solo e se transforma em árvore, flor, fruto, alimento.
Duas gotículas que se encontram na intimidade da trompa de Falópio e se transformam em um novo ser, em nome do amor.
Assim, a prece em nossos lábios se transforma em um poema de gratidão, pela luz, pelo dia, pelas estrelas, pela noite enluarada, pela vida.
Baixemos o olhar e, maravilhados pelas dádivas que nos chegam a toda hora, agradeçamos a este Artista, Poeta, Criador, Pai que nos plenifica de bênçãos todos os dias.
Oração é louvor, é súplica, é gratidão. Depende de nós a utilizarmos em nossas vidas, em sua amplitude ou somente na particularidade de um aspecto.
Entendê-la e servir-se dela, com sentimento, é atitude que somente nos trará felicidades desde o hoje, mesmo ante as dores e tormentas que nos chegam como apelos dos céus para que nos afeiçoemos ao bem.
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A oração pode ser comparada ao arado que trabalha laboriosamente o solo onde se pretende semear. É necessário conduzi-la bem.
A prece constroi a ponte entre o filho e o Pai. Compreendida em sua essência e bem utilizada, faculta intensa conversação entre ambos e vai muito além da simples petição do necessitado.
É o diálogo íntimo de um coração ferido a outro, infinitamente pleno de amor.
Você é obsessor de si mesmo?
O Homem não raramente é obsessor de si mesmo".
Allan Kardec
O leitor assíduo de meus artigos já leu inúmeros casos de pacientes que atendi em meu consultório acometidos por seres espirituais obsessores, responsáveis em lhes provocar inúmeros problemas psíquicos, psicossomáticos, orgânicos (aquelas doenças cuja causa não é diagnosticada pela medicina oficial) e de relacionamento interpessoal (eles tumultuam a vida do paciente, gerando conflitos familiares, conjugais, sociais e no trabalho).
No entanto, tão grave quanto a obsessão espiritual provocada por seres desencarnados das trevas (desafetos dos pacientes que movidos pelo ódio e vingança desejam ajustar contas por tê-los prejudicado no passado) é a auto-obsessão.
Kardec, o codificador do Espiritismo, explicava que "alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do espírito do próprio indivíduo".
A esses pacientes que comparecem em meu consultório, queixando-se de diversos problemas, não existem medicamentos bioquímicos eficazes, por serem portadores de uma enfermidade da alma: a auto-obsessão.
A auto-obsessão é um distúrbio psíquico desencadeado pela mente doentia do próprio enfermo que gera um estado permanente de desequilíbrio emocional, tais como: constante impaciência, irritação freqüente, mágoa prolongada, ciúme patológico, medos excessivos, comportamento obsessivo-compulsivo, e outros comportamentos desajustados.
Na qualidade de enfermos da alma, facilmente se descontrolam, com explosões de ira em casa, no trabalho, em reuniões sociais, ou mesmo no trânsito.
Na auto-obsessão, o paciente é prisioneiro de pensamentos negativos, pessimistas e até mesmo idéias suicidas.
Na maioria dos casos, são pacientes muito voltados para si mesmos (egocêntricos), preocupados excessivamente com doenças (hipocondríacos), que sofrem por antecipação (preocupados excessivamente), dramatizam os fatos do cotidiano, cultivando o vitimismo, o coitadismo (cultivam o sentimento de autopiedade). São, portanto, vítimas de si próprios, atormentados por si mesmos.
Muitos ainda desenvolvem um quadro depressivo profundo, a ponto de perderem interesse pela vida. Os maus hábitos e imperfeições que trazem de existências passadas, em muitos casos, são oriundos das trevas, pois antes de encarnarem na vida atual eram habitantes do reino das sombras, do umbral. Por isso, ainda trazem as emanações, a energia negativa das trevas em seu perispírito (corpo espiritual).
Veja a seguir, o caso de um paciente que entrou numa depressão profunda, e que veio perdendo o gosto pelo trabalho e pela vida.
Caso Clínico:
Depressão profunda
Homem de 36 anos, solteiro.
O paciente veio ao meu consultório se queixando que tinha perdido o gosto pela vida. De uns dois anos para cá, sua depressão se agravou, com pensamentos negativos constantes do tipo "Será que vai dar certo?" Não estava conseguindo controlar esses pensamentos, e sentia também palpitação, taquicardia e ansiedade freqüentes.
Ele me relatou que andava profundamente triste, irritado, angustiado, impaciente, nervoso, com dificuldade de concentração, querendo se isolar, não conversar com ninguém, não tendo vontade de sair de casa; sentia também muita solidão.
Em 2008, passou por um psiquiatra que lhe receitou um antidepressivo. Desde os 18 anos, trabalhava numa empresa (começou como office boy e veio subindo de cargo), mas ela acabou falindo. Mas, ainda hoje, não conseguiu superar, aceitar o seu fechamento, a sua falência.
A partir daí, entrou numa depressão profunda, perdeu o gosto pelo trabalho e pela vida, não tendo mais vontade de procurar outro emprego. Perdeu também o prazer de sair com sua família e sentia um aperto grande no peito, angústia, vontade chorar , achando que iria acontecer algo de ruim em sua vida.
Ao regredir, o paciente me relatou: "Vejo um casal sentado à beira de um lago... Do seu lado esquerdo tem uma montanha que contrasta com o lago porque é meio escuro, sem vida, as rochas são escuras (ele estava descrevendo o vale das trevas, do umbral).
O rapaz está com uma camisa branca, está de costas, é magro e seu cabelo é liso e preto; a moça usa um vestido branco com listras verdes. Seu cabelo é cacheado, preto, mas não dá para ver o seu rosto".
- Avance mais para frente nessa cena - Peço ao paciente. (pausa).
"Estou vendo novamente aquela montanha escura... Acho que vou escalar essa montanha. (pausa).
Agora estou no topo dela... É tudo escuro. Embaixo vejo um vale também muito escuro".
- Procure imaginar uma luz grande, intensa e sem limites - Peço ao paciente.
"Vejo essa luz...mas tem algo atrapalhando, não deixando que eu a visualize...A luz aparece no fundo dessa montanha, mas tem algo escuro que fica na frente dela...É uma sombra que a cobre...Ela sai, deixa a luz, mas novamente aparece, ficando em sua frente. Agora a luz sumiu, ficou tudo escuro".
- Traga essa luz novamente, procure se concentrar - Peço ao paciente.
"Agora a vejo melhor, ela é bem intensa...Vejo também uma pessoa no meio dessa luz...Parece ser uma mulher...Ela me diz que é a minha mentora espiritual, que preciso encontrar o caminho da luz para ter paz, sabedoria e entendimento da vida".
- Pergunte à sua mentora espiritual de que forma você pode encontrar o caminho da luz?
"Diz que é me preparando com Cristo".
- E como você pode fazer isso?
"Em oração, buscando fortalecer a minha fé a cada dia".
- Pergunte-lhe quem é essa sombra que encobre a luz?
Diz que sou eu no passado, numa vida passada; é o meu espírito quando estava nas trevas.
Vejo novamente aquele casal do lago...A minha mentora espiritual me diz que esse casal foram meus filhos de uma vida passada".
- Pergunte por que ela está lhe mostrando os seus filhos dessa vida passada...
"Diz que me mostra para não errar mais na vida atual, como ocorreu no passado (o paciente tem dois filhos na vida atual). Ela me esclarece que na vida passada eu não os orientei como pai (paciente fala chorando).
Esclarece ainda, que na vida passada, anterior à atual, cometi muitos erros, e que por isso o meu espírito, aquela sombra, ficou preso a esse passado porque não pedi o perdão para alcançar a graça e, com isso, fiquei isolado, sozinho naquele vale escuro, o umbral. Então, hoje, sou obsessor de mim mesmo".
- Pergunte à sua mentora espiritual de onde vem a sua depressão profunda...
"Diz que vem da falta de buscar mais a Deus. Fala que sou um ser de luz, que vim nessa vida atual para brilhar, e que é esse o meu propósito de vida.
Revela que na encarnação atual vim para fazer o bem, para amar às pessoas, acima de qualquer condição, e que através do amor vou me libertar de tudo.
Revela ainda que para resolver a depressão, a irritação e o meu isolamento, preciso buscar o amor no Senhor e, desta forma, tudo se resolverá.
Ela me fala: "Ame a si mesmo primeiro, que você amará mais o próximo".
- Pergunte-lhe como você pode se amar mais?
"É diminuindo o meu orgulho, tendo calma e compreensão com as palavras ditas às pessoas, e procurndor não me desvirtuar dessa luz que sempre anda comigo.
Reafirma que sou um ser de luz, e que tenho que brilhar para as pessoas. Diz que por mais que venham pensamentos negativos, maldosos em minha mente, tenho que ter amor, pois ele destrói qualquer tipo de maldade, quebra qualquer barreira ou obstáculo. Diz ainda que tenho um longo caminho a percorrer, por isso tenho que ser persistente".
- Pergunte-lhe por que você ainda não aceitou o fechamento da empresa onde trabalhava...
"Esclarece que foi o meu primeiro emprego, que fui criado nessa empresa, cresci profissionalmente, e que criei um vínculo forte com ela, mais forte do que a minha própria família.
Essa empresa se tornou uma doença, fiquei obcecado, fui crescendo nela e adquirindo um amor muito grande por ela, a ponto até de esquecer de minha família".
- Pergunte à sua mentora espiritual como você pode superar essa perda...
"É buscando novos horizontes, e que o caminho já começou a se abrir. Fala que o que passei foi uma etapa que tinha que passar em minha vida. É uma prova de superação, que tenho que ser forte e sempre ter em mente que tenho luz, e que tudo se resolverá.
Diz ainda que tem muita gente que depende de minha luz...Agora vejo o rosto de minha mãe...Minha mentora espiritual está falando que ainda vou brilhar muito para a minha família.
Afirma que a minha mãe ultimamente está me achando muito triste, por isso que apareceu o rosto dela agora pouco. Fala que ela sente, percebe quando eu brilho; por isso, a minha mentora espiritual pede para que eu renove a minha energia com o Senhor, pois Ele é a Força de tudo, que com Ele, vou vencer qualquer barreira. Esclarece ainda que não importa a religião, mas o mais importante é confiar Nele.
Pede que eu tenha fé, reafirma que tudo se resolverá. Pede também para afirmar sempre, repetir que sou Vida, sou Amor, que sou Luz!
É para orar bastante, viver em oração constantemente!
Ela não para de falar que sou Luz, que é para sempre lembrar disso.
Diz ainda: "Ame a todos, independentemente de quem seja!"
- Pergunte à sua mentora espiritual como ela gostaria que você a chamasse...
"Diz que o seu nome é Maria, a Mulher. Agora ela me aparece mais nítida, usa um manto branco e a parte interna é um azul claro. Ela irradia muita luz!
Fala que sou o filho dela, que sou um ser de amor, do bem; pede para nunca esquecer disso.
Agora está indo embora, dando um tchau e diz: - Até uma próxima vez! Ela sumiu, não a vejo mais".
Osvaldo Shimoda é colaborador do Site, terapeuta, criador da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve canalizada por ele através dos Espíritos Superiores do Astral. Ministra palestras e cursos de formação de terapeutas nessa abordagem. Ele atende em seu consultório em São Paulo.
Allan Kardec
O leitor assíduo de meus artigos já leu inúmeros casos de pacientes que atendi em meu consultório acometidos por seres espirituais obsessores, responsáveis em lhes provocar inúmeros problemas psíquicos, psicossomáticos, orgânicos (aquelas doenças cuja causa não é diagnosticada pela medicina oficial) e de relacionamento interpessoal (eles tumultuam a vida do paciente, gerando conflitos familiares, conjugais, sociais e no trabalho).
No entanto, tão grave quanto a obsessão espiritual provocada por seres desencarnados das trevas (desafetos dos pacientes que movidos pelo ódio e vingança desejam ajustar contas por tê-los prejudicado no passado) é a auto-obsessão.
Kardec, o codificador do Espiritismo, explicava que "alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do espírito do próprio indivíduo".
A esses pacientes que comparecem em meu consultório, queixando-se de diversos problemas, não existem medicamentos bioquímicos eficazes, por serem portadores de uma enfermidade da alma: a auto-obsessão.
A auto-obsessão é um distúrbio psíquico desencadeado pela mente doentia do próprio enfermo que gera um estado permanente de desequilíbrio emocional, tais como: constante impaciência, irritação freqüente, mágoa prolongada, ciúme patológico, medos excessivos, comportamento obsessivo-compulsivo, e outros comportamentos desajustados.
Na qualidade de enfermos da alma, facilmente se descontrolam, com explosões de ira em casa, no trabalho, em reuniões sociais, ou mesmo no trânsito.
Na auto-obsessão, o paciente é prisioneiro de pensamentos negativos, pessimistas e até mesmo idéias suicidas.
Na maioria dos casos, são pacientes muito voltados para si mesmos (egocêntricos), preocupados excessivamente com doenças (hipocondríacos), que sofrem por antecipação (preocupados excessivamente), dramatizam os fatos do cotidiano, cultivando o vitimismo, o coitadismo (cultivam o sentimento de autopiedade). São, portanto, vítimas de si próprios, atormentados por si mesmos.
Muitos ainda desenvolvem um quadro depressivo profundo, a ponto de perderem interesse pela vida. Os maus hábitos e imperfeições que trazem de existências passadas, em muitos casos, são oriundos das trevas, pois antes de encarnarem na vida atual eram habitantes do reino das sombras, do umbral. Por isso, ainda trazem as emanações, a energia negativa das trevas em seu perispírito (corpo espiritual).
Veja a seguir, o caso de um paciente que entrou numa depressão profunda, e que veio perdendo o gosto pelo trabalho e pela vida.
Caso Clínico:
Depressão profunda
Homem de 36 anos, solteiro.
O paciente veio ao meu consultório se queixando que tinha perdido o gosto pela vida. De uns dois anos para cá, sua depressão se agravou, com pensamentos negativos constantes do tipo "Será que vai dar certo?" Não estava conseguindo controlar esses pensamentos, e sentia também palpitação, taquicardia e ansiedade freqüentes.
Ele me relatou que andava profundamente triste, irritado, angustiado, impaciente, nervoso, com dificuldade de concentração, querendo se isolar, não conversar com ninguém, não tendo vontade de sair de casa; sentia também muita solidão.
Em 2008, passou por um psiquiatra que lhe receitou um antidepressivo. Desde os 18 anos, trabalhava numa empresa (começou como office boy e veio subindo de cargo), mas ela acabou falindo. Mas, ainda hoje, não conseguiu superar, aceitar o seu fechamento, a sua falência.
A partir daí, entrou numa depressão profunda, perdeu o gosto pelo trabalho e pela vida, não tendo mais vontade de procurar outro emprego. Perdeu também o prazer de sair com sua família e sentia um aperto grande no peito, angústia, vontade chorar , achando que iria acontecer algo de ruim em sua vida.
Ao regredir, o paciente me relatou: "Vejo um casal sentado à beira de um lago... Do seu lado esquerdo tem uma montanha que contrasta com o lago porque é meio escuro, sem vida, as rochas são escuras (ele estava descrevendo o vale das trevas, do umbral).
O rapaz está com uma camisa branca, está de costas, é magro e seu cabelo é liso e preto; a moça usa um vestido branco com listras verdes. Seu cabelo é cacheado, preto, mas não dá para ver o seu rosto".
- Avance mais para frente nessa cena - Peço ao paciente. (pausa).
"Estou vendo novamente aquela montanha escura... Acho que vou escalar essa montanha. (pausa).
Agora estou no topo dela... É tudo escuro. Embaixo vejo um vale também muito escuro".
- Procure imaginar uma luz grande, intensa e sem limites - Peço ao paciente.
"Vejo essa luz...mas tem algo atrapalhando, não deixando que eu a visualize...A luz aparece no fundo dessa montanha, mas tem algo escuro que fica na frente dela...É uma sombra que a cobre...Ela sai, deixa a luz, mas novamente aparece, ficando em sua frente. Agora a luz sumiu, ficou tudo escuro".
- Traga essa luz novamente, procure se concentrar - Peço ao paciente.
"Agora a vejo melhor, ela é bem intensa...Vejo também uma pessoa no meio dessa luz...Parece ser uma mulher...Ela me diz que é a minha mentora espiritual, que preciso encontrar o caminho da luz para ter paz, sabedoria e entendimento da vida".
- Pergunte à sua mentora espiritual de que forma você pode encontrar o caminho da luz?
"Diz que é me preparando com Cristo".
- E como você pode fazer isso?
"Em oração, buscando fortalecer a minha fé a cada dia".
- Pergunte-lhe quem é essa sombra que encobre a luz?
Diz que sou eu no passado, numa vida passada; é o meu espírito quando estava nas trevas.
Vejo novamente aquele casal do lago...A minha mentora espiritual me diz que esse casal foram meus filhos de uma vida passada".
- Pergunte por que ela está lhe mostrando os seus filhos dessa vida passada...
"Diz que me mostra para não errar mais na vida atual, como ocorreu no passado (o paciente tem dois filhos na vida atual). Ela me esclarece que na vida passada eu não os orientei como pai (paciente fala chorando).
Esclarece ainda, que na vida passada, anterior à atual, cometi muitos erros, e que por isso o meu espírito, aquela sombra, ficou preso a esse passado porque não pedi o perdão para alcançar a graça e, com isso, fiquei isolado, sozinho naquele vale escuro, o umbral. Então, hoje, sou obsessor de mim mesmo".
- Pergunte à sua mentora espiritual de onde vem a sua depressão profunda...
"Diz que vem da falta de buscar mais a Deus. Fala que sou um ser de luz, que vim nessa vida atual para brilhar, e que é esse o meu propósito de vida.
Revela que na encarnação atual vim para fazer o bem, para amar às pessoas, acima de qualquer condição, e que através do amor vou me libertar de tudo.
Revela ainda que para resolver a depressão, a irritação e o meu isolamento, preciso buscar o amor no Senhor e, desta forma, tudo se resolverá.
Ela me fala: "Ame a si mesmo primeiro, que você amará mais o próximo".
- Pergunte-lhe como você pode se amar mais?
"É diminuindo o meu orgulho, tendo calma e compreensão com as palavras ditas às pessoas, e procurndor não me desvirtuar dessa luz que sempre anda comigo.
Reafirma que sou um ser de luz, e que tenho que brilhar para as pessoas. Diz que por mais que venham pensamentos negativos, maldosos em minha mente, tenho que ter amor, pois ele destrói qualquer tipo de maldade, quebra qualquer barreira ou obstáculo. Diz ainda que tenho um longo caminho a percorrer, por isso tenho que ser persistente".
- Pergunte-lhe por que você ainda não aceitou o fechamento da empresa onde trabalhava...
"Esclarece que foi o meu primeiro emprego, que fui criado nessa empresa, cresci profissionalmente, e que criei um vínculo forte com ela, mais forte do que a minha própria família.
Essa empresa se tornou uma doença, fiquei obcecado, fui crescendo nela e adquirindo um amor muito grande por ela, a ponto até de esquecer de minha família".
- Pergunte à sua mentora espiritual como você pode superar essa perda...
"É buscando novos horizontes, e que o caminho já começou a se abrir. Fala que o que passei foi uma etapa que tinha que passar em minha vida. É uma prova de superação, que tenho que ser forte e sempre ter em mente que tenho luz, e que tudo se resolverá.
Diz ainda que tem muita gente que depende de minha luz...Agora vejo o rosto de minha mãe...Minha mentora espiritual está falando que ainda vou brilhar muito para a minha família.
Afirma que a minha mãe ultimamente está me achando muito triste, por isso que apareceu o rosto dela agora pouco. Fala que ela sente, percebe quando eu brilho; por isso, a minha mentora espiritual pede para que eu renove a minha energia com o Senhor, pois Ele é a Força de tudo, que com Ele, vou vencer qualquer barreira. Esclarece ainda que não importa a religião, mas o mais importante é confiar Nele.
Pede que eu tenha fé, reafirma que tudo se resolverá. Pede também para afirmar sempre, repetir que sou Vida, sou Amor, que sou Luz!
É para orar bastante, viver em oração constantemente!
Ela não para de falar que sou Luz, que é para sempre lembrar disso.
Diz ainda: "Ame a todos, independentemente de quem seja!"
- Pergunte à sua mentora espiritual como ela gostaria que você a chamasse...
"Diz que o seu nome é Maria, a Mulher. Agora ela me aparece mais nítida, usa um manto branco e a parte interna é um azul claro. Ela irradia muita luz!
Fala que sou o filho dela, que sou um ser de amor, do bem; pede para nunca esquecer disso.
Agora está indo embora, dando um tchau e diz: - Até uma próxima vez! Ela sumiu, não a vejo mais".
Osvaldo Shimoda é colaborador do Site, terapeuta, criador da Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve canalizada por ele através dos Espíritos Superiores do Astral. Ministra palestras e cursos de formação de terapeutas nessa abordagem. Ele atende em seu consultório em São Paulo.
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