segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Saúde integral

Você já pensou que o maior número de nós nasce com um corpo perfeito e saudável?

Você já pensou na perfeição que é o corpo humano?

Você já se deu conta que o corpo é o instrumento que o Espírito usa para tornar possível grande parte das realizações de nossa vida?

E, no entanto, vemos incontável número de pessoas, que, muito antes de atingir a terceira idade, tornam-se presas a grande número de doenças.

Não raras vezes tais doenças atrapalham o desempenho profissional, afetam a vida familiar e consomem horas em consultórios, laboratórios e hospitais.

É certo que, muitas vezes, a doença nos ensina várias lições, pois através da dor valorizamos a vida, repensamos nossas atitudes. Porém, poucas são as pessoas que aproveitam essa oportunidade.

E se valorizássemos mais a saúde? Será que não estaríamos cuidando desse maravilhoso instrumento que é nosso corpo?

Desde a Grécia Antiga, Hipócrates introduziu a idéia de que o corpo e a mente atuam em conjunto, e que o corpo sofre influência da mente.

Essa visão vem crescendo entre várias correntes da medicina.

Hoje, todos sabemos que muitas doenças são causadas por hábitos de vida errados como alimentação desregrada, sedentarismo e vícios. Mas, será só isso?

Se a relação entre a mente e o corpo é tão intensa, será lógico aceitar que muitas doenças podem ter origem em sentimentos negativos, que irradiam energias nocivas, atingindo-nos diretamente.

Mágoa, raiva, inveja, cobiça são alguns dos sentimentos negativos muito comuns, e que desequilibram nossa energia, afetando cada célula do nosso corpo e provocando doenças em vários órgãos.

Quem já não sentiu dor de estômago ou dor de cabeça após uma discussão, quando a raiva ou a mágoa eram os sentimentos que nos dominavam?

Imagine, então, ao longo dos anos, o que tais sentimentos podem ocasionar, se repetidos.

O Espírito Joanna de Ângelis nos ensina que a visualização mental otimista gera energias que combatem e até anulam uma enfermidade, pois, nesse estado mental, produzimos substâncias químicas naturais que combatem a doença.

Ela nos fala que, se visualizarmos o órgão doente e o bombardearmos com pensamentos voltados à cura, podemos até mesmo eliminar doenças graves.

Reconhecemos que, no geral, nos falta ainda equilíbrio, autocontrole, e mesmo fé para tal. Então, buscamos apenas o tratamento medicamentoso.

Mas, e se começarmos de maneira mais simples? Se ainda não conseguimos grandes curas através da mente, por que não tentar as pequenas?

Que tal se tentássemos, a partir de hoje, reconhecer em nós quais são as atitudes e sentimentos negativos, todas as vezes que percebêssemos os primeiros sintomas de uma enfermidade qualquer?

E se, ao lado do tratamento médico, buscássemos sempre uma mudança nessa atitude, ou naquele sentimento que reconhecemos estar sendo prejudicial?

Por certo o medicamento fará melhor efeito, com maior rapidez.

Não é uma tarefa impossível, mas exige vontade e disciplina, necessários para o verdadeiro autoconhecimento, a fim de manter saudável esse instrumento precioso, que é nosso corpo.

Dor

Quem é que nunca sentiu dor? Pelo menos algum tipo de sofrimento todos nós já experimentamos.

Mas, como tem sido o nosso comportamento diante da dor?

Naquele dia, quando três cruzes foram erguidas no calvário, três dores haveriam de ser sentidas.

Uma era a dor de Dimas, o chamado bom ladrão. A outra, do segundo malfeitor que estava ao outro lado de Jesus. E a terceira, era a dor do injustiçado.

Cada um, por sua vez, enfrentou a dor daquele momento com uma disposição íntima toda própria.

A dor do bom ladrão era a dor do arrependimento. Dor de quem aceita a cruz por saber merecê-la e não reclama por tê-la como suplício.

Já a dor do outro era a dor da revolta, do orgulho ferido, de quem não aceita a cruz por achar-se vítima de uma sociedade, a quem lança a culpa pelos seus desatinos.

Mas a dor do cristo era a dor de quem sabia que o verdadeiro sofrimento estava no porvir. Era a dor do incompreendido. Daquele que, por tanto amar, recebeu a cruz injusta.

Jesus, em momento algum blasfemou contra o madeiro que carregava sobre os ombros feridos.

Sabia por antecipação, que Suas lições e Seus exemplos ficariam para a eternidade.

O Mestre sabia que a lição da cruz seria importante para ensinar o Seu rebanho a enfrentar o sofrimento, ainda quando parecesse injusto.

"Meu reino não é deste mundo".

"A felicidade não é deste mundo".

Lembrando os ensinos do Mestre de Nazaré, perceberemos que ele não nos prometeu venturas na Terra.

O reino de Deus, do qual ele tanto falou, não alcançaremos aqui.

Ensinou, também, que na casa do Pai há muitas moradas e que ele iria nos preparar o lugar.

Quis com isto dizer que outras moradas mais ditosas esperam por nós, após vencidas as etapas da vida na Terra.

A Terra, portanto, se assemelha a uma escola destinada a nos ensinar as primeiras lições.

Tão logo estejamos preparados, outras escolas estarão à nossa disposição, e assim, sucessivamente, até conquistarmos o diploma da perfeição relativa que nos cabe.

Três cruzes, três dores!

Quando a cruz se fizer sentir em seus ombros já macerados pela dor, lembre-se daquele que a suportou com serenidade no olhar, mesmo sabendo ser inocente.

Lembre-se, ainda, que a estrada por onde segue com os pés dilacerados pelas pedras, é a mesma estrada que ontem trilhou com o sorriso da irresponsabilidade e do desleixo.

Tenha sempre em mente que Deus é justo. Que você não é vítima do acaso. E que se não encontra a causa do sofrimento nesta existência, ela certamente estará oculta pelo véu do esquecimento, mas, ainda assim, é uma conquista sua.

***

Procuremos espalhar flores pelos caminhos que percorremos hoje.

Enquanto nos curvamos para juntar as pedras que espalhamos ontem, deixemos no solo as sementes das boas obras, que florescerão e frutificarão logo mais.

Assim, num amanhã feliz, sentiremos um suave perfume a nos invadir a alma. E veremos a estrada iluminada pelos nossos atos dignos.

E a dor?

A dor fará parte de um passado do qual não faremos questão de lembrar.