segunda-feira, 26 de julho de 2010

Propósito da reencarnação

O Espírito encarna e reencarna inúmeras vezes com a finalidade de progredir.




Gradualmente, ele sai da ignorância e cresce em conhecimentos e em moralidade.



Esse processo é vasto e demanda incontáveis existências.



Nesse longo caminhar, vagarosamente o Espírito inteira-se do teor das leis divinas, que se encontram inscritas em sua consciência.



As leis divinas constituem um roteiro de felicidade.



Quem consegue adaptar sua vontade e seu proceder aos estatutos divinos, apressa e ameniza sua evolução para Deus.



Todo ato contrário às leis soberanas gera desequilíbrio, a exigir reparação.



Conforme a extensão das conseqüências, o ato de reparar pode demandar inúmeras encarnações.



Muitas vezes um homem consegue ignorar e sufocar a própria consciência durante um tempo.



Não raro, grandes criminosos terminam seus dias terrenos na abastança.



No plano espiritual, tudo muda de figura.



Entre as encarnações, o Espírito contempla, no cenário da própria consciência, os atos que praticou.



Ele vislumbra todas as conseqüências que advieram de seu proceder. E se vê tal qual é, sem ilusões ou desculpas.



Alguns recalcitram no reconhecimento da própria realidade.



Entretanto, permanecem desequilibrados e sofredores, enquanto isso não se dá.



Não existe a figura do Espírito culpado, mas feliz.



Os pensamentos e os sentimentos do Espírito desencarnado são muito intensos e claros.



O corpo físico funciona como um quebra-luz, que diminui a agilidade mental e abafa as percepções e sensações.



Sem o corpo, tudo se torna muito vívido e vibrante.



Um Espírito delinqüente padece enormemente por conta do remorso.



Seus sofrimentos morais possuem uma pujança impossível de ser concebida por quem está encarnado.



Para atenuá-los, ele se decide pelas mais dramáticas e sofridas encarnações, sem titubear.



Tudo parece preferível a suportar tão angustiantes impressões.



Isso bem evidencia a sabedoria do preceito evangélico segundo o qual devemos nos acertar com os inimigos, enquanto estamos ao lado deles.



É prudente resolver imediatamente as pendências que temos com o próximo, sem acumular dívidas na consciência.



Por outro lado, como tudo é muito intenso no plano espiritual, isso também ocorre com a felicidade.



A alegria do dever bem-cumprido, de estar em perfeita paz, tudo se multiplica ao infinito.



O Espírito devedor percebe a diferença entre sua condição e a de quem cumpriu o próprio dever.



Para passar de um estado a outro, decide-se a enfrentar algumas dificuldades na terra.



Por isso, quando o Espírito programa sua existência futura, age com lucidez.



Posteriormente, esquecido do que o moveu, muitas vezes reclama das agruras da vida.



Mas as dificuldades são desafios destinados a fazer surgir o melhor que existe no ser.



Elas se destinam a promover a reparação do passado de enganos e gerar novos conhecimentos.



Seu corajoso e digno enfrentamento descortina um amanhã luminoso, pleno de paz.



Assim, não reclame de sua vida.



Seja digno e correto, em todas as circunstâncias.



Não se preocupe com os equívocos alheios.



Cada qual dará contas de seus atos à própria consciência.



Sua tarefa consiste em melhorar-se, sempre e cada vez mais.



Para isso você nasceu.

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